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Análise a JEXI (2019)

O filme conta a história da dependência absurda de Phil pelo seu telemóvel. Tudo está a correr bem, Phil continua a alimentar a sua dependência tecnológica, até que…acidentalmente parte o seu telemóvel em pedaços e decide adquirir um telemóvel com a AI chamada JEXI, que irá virar a sua vida de pernas para o ar, mas que o fará aperceber-se da sua dependência.
Uma critica, em tom de comédia, à sociedade e à geração atual.
Para este filme, foi escolhido um cast já conhecido pelos seus filmes anteriores…temos Phil (Adam DeVine), o seu patrão (Michael Peña) e JEXI (Rose Byrne) como sendo as grandes fontes de riso neste filme.

Personagens:

Phil:
O personagem principal com dependência tecnológica (no seu telemóvel). Ele é o rapaz que não tem amigos, mas gosta de se gabar da vida que na realidade não tem. É a típica representação de alguém viciado e sem olhos para mais nada sem ser o seu telemóvel. No entanto começamos a ver o seu lado mais desligado do telemóvel quando conhece Cate.

JEXI:
A inteligência artificial presente no telemóvel de Phil. Será a personagem que vai tornar este filme em algo engraçado. Como JEXI diz no início…vai tornar a vida de Phil em algo melhor…mesmo que isso signifique controlar a vida dele a um ponto de a destruir, a versão de vida que Phil acha que controla. JEXI é a personagem que lembra uma mãe (a tentar controlar a sua dieta) misturada com uma amiga (que o faz experimentar coisas novas, o desafia e lhe diz as verdades de maneira pura e dura)…e algumas vezes é uma bully, que o ofende e o faz sentir mal (talvez o suficiente para o fazer perceber que a vida que ele levava não era a melhor).

Cate:
A dona de uma loja de bicicletas vintage. Irá ajudar Phil a sair da sua vida de dependência. Tem algumas atitudes um bocado questionáveis no que toca ao seu relacionamento o seu ex…mas talvez seja a maneira deles mostrarem alguém que é social e que se interessa mais com as ligações físicas do que ligações tecnológicas.

Lojista:
Quem escolheu esta personagem fez um ótimo trabalho, a personagem é um balde de água fria, no entanto alguns dos comportamentos são rudes ao ponto de enervar algumas pessoas.

O patrão de Phil:
O convencido que vai irritar qualquer um. Não há muita coisa positiva a dizer sobre esta personagem…é rude, o típico patrão que se acha superior a todos e que todos iriamos detestar ter.

Análise formal e narrativa:
Começamos com a atitude que despoleta o bichinho da dependência das tecnologias (neste caso o telemóvel). Este comportamento de dependência vem, como vemos, da atitude dos pais quererem manter a criança calada ou ocupada para que possam tratar dos seus assuntos.
Nos primeiros 3min temos a apresentação de uma ideia de mundo extremamente dependente do seu telemóvel, tanto dos mais novos aos mais velhos…um pouco exagerado como é obvio, no entanto, a ideia é ter piada e normalmente recorre-se ao exagero para dar uma ideia engraçada.

Durante o decorrer do filme reparamos que recorrem a zooms do enquadramento, quase como se fosse um documentário ou fosse um vídeo em estilo de vlog…torna mais fácil de uma pessoa se identificar com a personagem de certa maneira, não se torna o típico filme com tudo tecnicamente perfeito.
Os créditos finais contêm pequenos clips, em que JEXI volta a aparecer, mas desta vez na vida de outra pessoa, novamente esta estratégia de mini continuação narrativa vai provocar o riso em muitos, se não todos.

A nível de mistura de som está ligeiramente exagerado, os diálogos estão demasiado baixos em relação às partes de música que quase nos “furam os tímpanos”.
Em termos de música tem um reportório variado de género um pouco comercial, mas que alimenta ainda mais a ideia que o filme quer transmitir.
O score é variado em estilo (que acompanha perfeitamente os acontecimentos), tem também uma vertente minimalista e progressiva, com toque tecnológico que faz lembrar o score de Wreck-It Ralph.

É um bom filme para se ver com amigos porque no grupo de amigos com quem se veja este filme, haverá sempre alguém que se vá identificar e vá rir com as suas próprias atitudes. Indicado para audiências acima dos 15 anos devido às piadas com conteúdo sexual e uso de palavrões.

Sobre o autor

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Licenciada em Som e Imagem pelo IPL - ESAD.CR das Caldas da Rainha. Apaixonada por fotografia e cinema, com queda para a escrita e desenho...e com um estranho gosto por Psicologia. Conhecida no mundo dos audiovisuais pelo nome Kuro Lilie e no mundo real como Susana Lima.
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